quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sintomas de autismo desaparecem em algumas crianças quando crescem


Sintomas de autismo desaparecem em algumas crianças quando crescem

Algumas crianças com diagnóstico de autismo quando pequenas vêem desaparecer completamente os seus sintomas quando crescem, segundo um estudo realizado nos EUA.

«Embora o autismo geralmente persista durante toda a vida, esta descoberta permite pensar que esta síndrome poderia experimentar evoluções muito diversas», afirmou Thomas Insel, director do Instituto Americano de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês), que financiou os trabalhos.
A pesquisa foi realizada pela doutora Deborah Fein, da Universidade de Connecticut, com 34 jovens de 18 a 21 anos, que tinham sido diagnosticados com autismo e que, com o passar do tempo, tinham uma vida completamente normal.
Estes jovens deixaram de apresentar problemas de expressão, comunicação, reconhecimento de rostos ou socialização, sintomas característicos do autismo.
A pesquisa, publicada na revista Child Psychology and Psychiatry,  concentrou-se em descobrir se o primeiro diagnóstico de autismo era suficientemente excato e se os sintomas efectivamente tinham desaparecido. A resposta foi afirmativa nos dois casos, destacou o doutor Insel.
Os resultados deste estudo levam a crer que as dificuldades de socialização destas crianças eram mais brandas, embora tenham sofrido problemas de comunicação e movimentos repetitivos tão severos quanto os demais autistas.
Para a avaliação mental destes 34 indivíduos estudados, os pesquisadores usaram testes cognitivos e de observação comum, bem como questionários enviados aos pais.
Para participar do estudo, os jovens tinham que estar em cursos regulares na escola ou na universidade e não beneficiar de nenhum serviço especial para autistas.
No entanto, a pesquisa não conseguiu determinar a proporção de crianças diagnosticadas com autismo que, no futuro, terão visto os sintomas desaparecerem com o tempo.
«Todas as crianças autistas são capazes de progredir com as terapias intensivas. Mas no estado actual dos nossos conhecimentos, a maioria não chega a fazer os sintomas desaparecer», disse Fein, que espera que novas pesquisas ajudem a entender melhor os mecanismos desta doença.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=611453

terça-feira, 27 de maio de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dicas para o dia a dia da Criança autista





1. Trabalhe para a independência de seu filho. 

Incentive seu filho a se vestir sozinho. Uma técnica muito utilizada é começar deixando apenas o último passo para ele. Se estiver ensinando a vestir uma camiseta, coloque tudo e deixe apenas que ele puxe para passar a cabeça; se for uma calça, coloque as pernas e deixe que ele a puxe até a cintura. Assim ele entenderá que a ação era vestir a peça. Vá retrocedendo em pequenos passos até que ele execute a ação de forma inteiramente independente.

Incentive-o também, da mesma forma, a se servir, comer, beber e assim por diante.
Ao fazer isto, fique calma e elogie tranquilamente cada pequeno avanço. Não fale mais que o necessário e evite irritar-se com pequenos retrocessos. Pense que neste momento você é mais que um pai e uma mãe. Você é um pai ou uma mãe que está cumprindo um papel muito importante para seu filho.

2. Estabeleça rotinas que facilitem a organização de seu filho.

A criança autista tem uma tendência muito grande a se fixar em rotinas. Você pode utilizar isso a favor da tranquilidade da mesma. Por exemplo, para organizar uma boa noite de sono, em horários pré-fixados, dê o jantar, o banho, vista o pijama, coloque-a na cama e abaixe a luz. A ordem pode ser esta ou alguma outra um pouco diferente, de acordo com sua preferência.
Nada melhor para enfrentar um dia duro de trabalho que uma boa noite de sono. E uma rotina para encerrar o dia funciona bem para a maioria das pessoas.
Mas tente fazer isto de uma forma natural para encerrar o dia de seu ilho, e não um ponto de atrito entre membros da família.

3. Ensine seu filho a quebrar rotinas.

Faça pequenas mudanças na vida diária, no começo de preferência uma de cada vez. Mude o lugar de seu filho à mesa, tente variar a comida, colocar a TV em um canal que não seja o preferido dele, mude o caminho de ir à escola. As rotinas não são imutáveis, e é melhor que seu filho aprenda isto desde cedo.
Você pode achar paradoxal, mas ao mesmo tempo em que a rotina é importante, é importante também aprender a aceitar mudanças.

4. Frequente locais públicos com seu filho.

Se seu filho é pequeno, dê preferência a parques públicos onde ele possa brincar em atividades necessárias para qualquer criança - principalmente para ele - como escorregar, balançar-se, pendurar-se, etc.
Se ele for maior, faça caminhadas em parques, será muito bom tanto para você quanto para ele. É importante frequentar locais públicos com seu filho, mesmo porque algumas vezes isto é inevitável. Se você tiver oportunidade de organizar-se neste sentido, depois de algum tempo vai perceber que realmente valeu a pena.

Fonte: Autismo - Guia Prático (Ana Maria S. Ros de Mello)
Blog  http://www.soumaedeautista.blogspot.com

domingo, 30 de março de 2014

Quem sabe uma bela iniciativa para outros municípios!!!!

Itaboraí inaugura primeira clínica-escola para autistas

Berenice Piana foto Edmilson Domingos
O espaço tem capacidade para até 100 autistas e funcionará também como centro de capacitação de profissionais

Em 1º de abril,véspera do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, será inaugurada em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, a primeira clínica-escola para autistas do Brasil. É uma iniciativa da Prefeitura do município, atendendo a uma antiga luta do Movimento Família Azul, liderado por Berenice Piana di Piana, mãe de um jovem autista, de 19 anos. Foi ela quem inspirou a Lei federal 12764/12, que assegura a matrícula de autistas na rede regular de ensino. A lei, aliás, leva o nome de Berenice. De acordo com dados do Movimento
Família Azul, hoje em Itaboraí e municípios da região existem cerca de três mil autistas; no Rio são 180 mil; e no Brasil, 2 milhões.

Segundo a coordenadora de educação especial do município, Valéria Sales, a clínica-escola não irá substituir o ensino na escola regular, funcionará como local de triagem para casos mais graves de autismo, cujos portadores apresentam hipersensibilidade. Terá capacidade para até 100 autistas, que permanecerão na clínica até estarem aptos ao ensino regular. Além de psicólogos e fonoaudiólogos, o espaço, mantido pela Prefeitura, por meio das Secretarias de Educação e Saúde, terá terapeutas ocupacionais e neuropediatra para diagnóstico. Também funcionará como centro de capacitação de profissionais que lidam ou pretendam lidar com portadores da síndrome.
Segundo a secretária de Educação, Susilaine Duarte, na rede municipal existem 500 alunos especiais, deste total, 50 são autistas. “Eles recebem atenção de professores mediadores e inspetores cuidadores. A clínica-escola não irá eliminar esse trabalho nas escolas, ela ajudará no atendimento aos casos mais extremos e na inserção deles na rede regular”, afirma a secretária.
Para Berenice Piana, a clínica-escola de Itaboraí servirá de modelo para todo o País não só no tratamento de autistas, mas na formação e capacitação de profissionais. “A inauguração desta escola representa um grande avanço para as famílias de autistas. Hoje no Brasil há uma legião de adultos autistas que nunca foram tratados. Poucas pessoas sabem lidar com a síndrome e por isso a clínica-escola é importante, especialmente no esclarecimento às famílias e formação de profissionais das áreas de saúde e educação”, afirma Berenice.
Em outubro do ano passado, Berenice procurou o prefeito da cidade, Helil Cardozo, para apresentar o projeto da clínica-escola como primeiro passo para inclusão de autistas na rede regular de ensino. “O prefeito não só gostou da ideia, como fez questão de visitar outras associações de pais, como a de Volta Redonda, e em poucos meses nos apresentou o espaço onde a unidade iria funcionar”, contou ela, que ajudou os técnicos das secretarias de Saúde e de Educação da cidade a adaptar o imóvel onde a clínica-escola está localizada, no bairro Venda das Pedras.
“Este espaço não é para segregação e sim para inclusão dos portadores de autismo na escola e na sociedade. Nosso objetivo é minimizar o sofrimento das mães. A ideia não é que eles (autistas) fiquem lá para o resto da vida, mas para que seja adaptado e educado até que esteja maduro o suficiente para a escola regular. Sou totalmente a favor da inclusão do autistas no ensino regular e também apoio o ensino especial para quem necessite”, declarou o prefeito Helil Cardozo.
Durante a solenidade de inauguração da clínica-escola haverá uma apresentação do tenor e pianista Saulo Lucas, que é autista.